CGE e Universidades Estaduais se reúnem para fortalecer a Governança 12/06/2026 - 11:49
Coordenadorias da Controladoria-Geral do Estado (CGE) e membros de Núcleos de Integridade e Compliance Setoriais (NICS) se reuniram no 2º Encontro de NICS das instituições estaduais de ensino superior do Paraná. Durante dois dias (9 e 10/06), em Ponta Grossa, foram promovidas palestras e debates voltados ao fortalecimento da gestão pública.
A abertura institucional contou com a recepção do diretor-geral da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Jamil Abdanur Júnior; do reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Miguel Sanches Neto, e da diretora de Auditoria, Controle e Gestão, da CGE, Kallynca Rodrigues.
O objetivo central foi integrar as equipes da ponta que trabalham nas áreas de Ouvidoria, Compliance, Controle Interno e Transparência. O encontro foi elogiado pelos participantes, por aproximar a CGE das instituições e garantir entregas mais eficientes, ao discutir soluções para eventuais gargalos no dia a dia dos agentes dos NICS das universidades.
Os painéis de abertura propuseram mudança de mentalidade. Jairo Lima defendeu que a Ouvidoria precisa se posicionar como ferramenta estratégica de gestão, capaz de captar os anseios sociais e antecipar riscos institucionais.
Letícias Sugai enfatizou a premissa do "básico bem feito" e fez uma analogia entre a Pirâmide de Maslow e a evolução dos Programas de Compliance nas organizações. Em sua explanação propôs cinco níveis de maturidade:
1. Fundação: Estruturação de governança e alocação de recursos.
2. Segurança: Gestão de riscos, normativas e salvaguardas.
3. Pertencimento: Processos de capacitação e comunicação efetiva.
4. Estima: Monitoramento por métricas e indicadores de desempenho.
5. Autorrealização: Consolidação da cultura de integridade e melhoria contínua.
Depois foi a vez do servidor da CGE Anderson Gribeler (Controle Interno) abordou a evolução da área, que deixa de ser predominantemente reativa para se tornar preventiva e destinada a orientar decisões.
Ele apresentou o Modelo de Três Linhas do Instituto dos Auditores Internos (IIA), ressaltando que os NICS atuam como segunda linha de defesa (orientando e monitorando), sem substituir as atribuições executivas da gestão (primeira linha).
SALAS TEMÁTICAS - O segundo dia foi dedicado a salas temáticas interativas conduzidas pelos coordenadores da CGE, Wesley de Paula, do Controle Interno; Juliana Xavier (em exercício), da Integridade e Compliance; Matheus Gruber, da Transparência; e Letícia Dohms, da Ouvidoria.
Na de Controle Interno, os principais assuntos foram a elaboração dos Planos de Trabalho e a fiscalização de contratos e convênios. Os participantes debateram o uso de subsídios técnicos (como PPA, LOA e acórdãos do TCE-PR) para identificar áreas de risco. A pauta de Compliance concentrou-se no Relatório de Execução do Plano de Integridade e no monitoramento de riscos, incluindo o reteste do Plano de Integridade nas Universidades.
Como os mesmos servidores nas universidades são agentes de Ouvidoria e de Transparência, as discussões dessas duas áreas ocorreram em conjunto. O tema central foi a comunicação com o cidadão com base na Lei nº 15.623/2025 (Política Nacional de Linguagem Simples). Os presentes debateram rotinas diárias, resolução de conflitos, o uso de manuais e a atuação perante órgãos de controle externo.
























































